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Análise numérica da interação solo-geossintético Em ensaios de arrancamento

Instituição: Universidade de Brasília - Programa de Pós-Graduação em Geotecnia 
Nível: Mestrado
Autor: Arilena Covalesky Dias
Banca:
Ennio M. Palmeira (Orientador, UnB), Márcio Muniz de Farias (UnB, Examinador Interno) e Anna Laura Lopes da Silva Nunes (COPPE-UFRJ, Examinador Externo)
Data da defesa: 15/07/04

Resumo:

A utilização de obras de solo reforçado cresceu a uma velocidade maior do que as pesquisas no assunto. Atualmente, os geossintéticos são uma das opções de materiais de reforço com grande versatilidade na construção de obras geotécnicas. Apesar da quantidade de estudos sobre a interação solo-geossintético, ainda existem aspectos que devem ser melhor investigados para uma melhor compreensão do comportamento desses materiais em obras de solo reforçado. A avaliação dos mecanismos de interação entre solos e elementos de reforço e a quantificação de resistência por ancoragem em grelhas é muito importante para o conhecimento do comportamento de estruturas em que tais elementos de reforço são utilizados.

Neste trabalho, pôde-se avaliar, por meio de modelagem numérica, a interação entre solo e reforço, com ênfase na modelagem do ensaio de arrancamento. Para o estudo foi utilizado o programa computacional PLAXIS. Diversos aspectos relacionados a ensaios de arrancamento foram investigados, tais como: influência das dimensões do equipamento, condições de lubrificação nas faces do equipamento, influência de condições de contorno e presença ou não de luva na face frontal. Foram também realizadas retroanálises de ensaios de arrancamento com reforços poliméricos realizados por Palmeira.

Os resultados obtidos mostram a significativa influência que as condições de fronteira e as dimensões do equipamento podem ter nos resultados de ensaios de arrancamento. No geral, os resultados previstos numericamente compararam bem com os observados em ensaios de arrancamento em grande escala. Os resultados e conclusões obtidas enfatizam a necessidade de padronização do ensaio de arrancamento.


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