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Comportamento Carga-Alongamento de Geotêxteis Não Tecidos Submetidos à Tração Confinada

 

Instituição: Universidade de Brasília
Nível: Mestrado
Autora: Marianna Jacominy de Amorim Mendes
Orientadores: Ennio Marques Palmeira
Data da Defesa: 22/02/06

Resumo:

O uso de geossintéticos em estruturas de solo reforçado é uma técnica que vem sendo cada vez mais usada devido à rapidez, facilidade de execução e economia. A escolha do geossintético a ser empregado depende das suas características de resistência e rigidez serem compatíveis com as características da obra. A mobilização de esforços de tração nos reforços geossintéticos depende da rigidez desses materiais. Em geotêxteis não tecidos, reforços extensíveis, são necessários deslocamento maiores da estrutura reforçada para a mobilização dos esforços de tração, enquanto que em reforços mais rígidos, são necessários deslocamentos menores para a mobilização dos mesmos esforços de tração. Por esse motivo tais reforços têm sido usados preferencialmente em estruturas de solo reforçado. No entanto, relatos da literatura técnica mostram que obras antigas de estruturas de arrimo reforçadas com geotêxteis vêm se comportando bem, com poucas deformações devido ao incremento de rigidez que o confinamento do solo proporciona ao reforço.
Com o intuito de verificar os efeitos do confinamento no comportamento carga-alongamento de geotêxteis não tecidos (onde o efeito do confinamento é mais pronunciado), foram feitos ensaios de tração confinada em equipamento desenvolvido na Universidade de Brasília, variando-se a gramatura do geotêxtil, a tensão confinante e o solo de confinamento. Verificou-se que a rigidez à tração é maior para geotêxteis de gramatura maior, mas o incremento relativo de rigidez devido ao confinamento é maior para aqueles de gramatura menor. A relação entre a rigidez à tração e a tensão confinante se ajustou bem a uma função linear, cujos coeficientes angulares foram maiores para menores níveis de deformação do geotêxtil. Com relação ao solo de confinamento, não foram verificadas diferenças significativas de comportamento carga-alongamento em amostras confinadas em materiais diferentes.
Por meio de ensaios com amostras impregnadas, verificou-se que a impregnação potencializou o efeito do confinamento, mas a relevância da impregnação no incremento de rigidez variou de acordo com a gramatura e tensão confinante dos geotêxteis e com o material impregnado. Os resultados dos ensaios com amostras danificadas comprovam que tanto a dimensão quanto a forma dos danos alteram a rigidez dos geotêxteis.
Em geral, constatou-se a importância em considerar os efeitos do confinamento para melhorar os parâmetros de projeto e ampliar a utilização de geotêxteis em estruturas de solo reforçado.


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