Mensagem do Prof. Ennio Marques Palmeira - Presidente da IGS Brasil de 1995-2004


IGS Brasil – Histórico 1995-2004

A decisão pela criação da IGS-Brasil foi tomada após uma conversa com o então Vice-Presidente da “Intenational Geosynthetics Society (IGS)”, Prof. Richard Bathurst (Royal Military College, Canadá). Essa conversa ocorreu durante o 2º Simpósio Brasileiro de Geossintéticos - Geossintéticos’95, realizado na cidade de São Paulo, em 1995. O Prof. Bathurst foi um dos conferencistas convidados e ficou muito bem impressionado com a qualidade e o volume de trabalhos sobre geossintéticos de pesquisadores e profissionais brasileiros. Assim, incentivou-nos a criar a seção (“chapter”) brasileira da IGS. Tive a honra de tomar a frente da organização dessa seção, com o apoio e colaboração de vários colegas de universidades, empresas de engenharia e de empresas fabricantes ou representantes de produtos geossintéticos no país.

Preocupados com a possibilidade de não conseguirmos, em curto prazo, o número mínimo de 20 sócios da IGS necessários para formar uma seção (tínhamos somente 7 sócios da IGS na época), chegou-se a cogitar a formação de uma seção da IGS para o Cone-Sul, envolvendo o Brasil e alguns países vizinhos. As dificuldades operacionais características de uma seção desse tipo e o entusiasmo e confiança de que obteríamos o número mínimo de sócios nos fez desistir desta idéia. Sob tal aspecto, foi de fundamental importância o empenho das empresas de geossintéticos para que conseguíssemos o número mínimo de 20 sócios. Algumas empresas incentivaram que vários de seus profissionais se tornassem sócios individuais da IGS para este fim.

Com o número inicial mínimo de sócios garantido com folgas, deu-se início à elaboração do regimento (“Bylaws”) do chapter, processo este que levou alguns meses. O regimento da IGS-Brasil foi aprovado pelo Conselho da IGS, para iniciar as suas atividades em 1o de Janeiro de 1997. Após aprovação desse regimento, elegeu-se a primeira diretoria, que tive a honra de participar como Presidente e que contava também com os colegas Delma Vidal e Maurício Ehrlich, como Vice-Presidentes, Maurício Abramento (Tesoureiro) e Demétrius Guimarães (Secretário). Na elaboração do estatuto nacional da sessão, que juridicamente é denominada de Associação Brasileira de Geossintéticos, contou-se novamente com o apoio das empresas de geossintéticos, particularmente de advogados da empresa Rhodia para a formulação do texto do estatuto.

No início do ano de 1998, a seção brasileira já contava com seguintes sócios Maurício Abramento, Paulo R. Aguiar, Raimundo L. Bezerra, Benedito S. Bueno, Eduardo Azambuja, Rogério F. Busch, Domingos Capobianco, Daniela Castro, Gerson R. Castro, Mário Cepolina, Leandro Costa Filho, Virginia Dezzolo, Virgínia Dezzolo, Maurício Ehrlich, Peter M. Fleming, Maria G. Gardoni, Romero C. Gomes, Demétrius Guimarães, Máximo Leite, Renato Leme, Tasso R. Loures, Laerte G. Maroni, Afonso M. Marques, Evaldo Matheus, Adolpho Meldau, Marcos B. Mendonça, Renato Milano, Jorge Mônaco, Flávio T. Montez, Francisco S.P. Oliveira, Julio C. Oliveira, Stephano Orsi, Silvio L. Palma, Cássio Paiva, Ennio M. Palmeira, José R. Pandolpho, Stelvio Ranzini, Deise Ros, Luiz A. Seraphim, Luiz F.G. Serra, Eduardo do Val, José Vertematti, Delma M. Vidal e Indiara G. Vidal. Na época, o único sócio corporativo brasileiro era a empresa Rhodia S.A.

É com grande satisfação que hoje vemos a seção brasileira como uma das mais ativas da IGS, já contabilizando 4 eventos nacionais e vários eventos locais sobre geossintéticos, vários mini-cursos, etc, além de 50 sócios individuais e 3 sócios corporativos (dados do IGS Membership Directory 2003). Outra característica da IGS-Brasil tem sido o excelente relacionamento com outras associações técnicas no país, particularmente com a ABMS e sua Comissão de Geossintéticos, com atividades e organização de eventos em conjunto.

Não há dúvidas de que temos potencial para um crescimento maior ainda da seção brasileira. Esse crescimento vem se materializando ao longo dos anos pela dedicação e entusiasmo das diretorias que se seguiram, dos sócios e das empresas, que nunca negaram seus apoios à seção. Todos são responsáveis e estão de parabéns pelo sucesso da seção brasileira da IGS.

 

Prof. Ennio Marques Palmeira
palmeira@unb.br

Presidente da IGS Brasil durante a primeira gestão
1997-1999

 

 

 

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